Uma oficina vai ensinar os moradores de Jacareí, a 80 km de São Paulo, a esculpir as tradicionais “Paulistinhas”, imagens sacras dos séculos 18 e 19, por meio de modelagem e queima de argila. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas até o dia 30 de maio no Instituto Sapucaia (Avenida São João, n.º 206), das 14h30 às 18h30. Há 30 vagas disponíveis para as aulas que terão início em 6 de junho, às segundas e terças-feiras, nos períodos da tarde e da noite.
O curso faz parte do projeto Figuras do Vale – Paulistinhas, Divinos e Presépios, beneficiado pela LIC (Lei de Incentivo à Cultura) da Fundação Cultural de Jacarehy José Maria de Abreu. De autoria do artista plástico Geraldo Magela, o trabalho consiste na realização de oficinas ligadas ao universo rural, usando técnicas de modelagem e queima da argila e de empapelamento.
Segundo Magela, nas aulas serão confeccionadas figuras que representam a cultura e a religiosidade da região. “Serão ensinados a técnica e o contexto histórico, mas a ideia é que cada aluno produza as figuras conforme sua imaginação”, explica o artista. As oficinas serão realizadas em três módulos, com duração de três meses cada. O primeiro será Paulistinhas, seguido por Presépios e Oratórios e finalizado por Divinos.
Imagens sacras ─ A coleção de Paulistinhas do Museu de Antropologia do Vale do Paraíba, em Jacareí, representa o segundo maior acervo de São Paulo. As imagens representam santos e receberam esse nome por serem do estado paulista. Elas eram usadas pelos colonos pobres em suas orações, enquanto os fazendeiros (barões do café) preferiam comprar luxuosas imagens de santos vindas da Europa. Uma curiosidade sobre elas é que muitos artesãos já não tinham referência de como eram os rostos dos santos e acabavam se inspirando em seus próprios familiares para esculpir as imagens. Feitas de madeira ou barro policromado, as Paulistinhas costumam ter entre 10 a 20 centímetros.
Fonte: Ex-Libris Comunicação Integrada