Atualmente, 86 das 179 escolas municipais de Curitiba (PR) ficam abertas nos fins de semana, das 9h às 17h, e no período de férias. São equipadas com laboratórios de informática, bibliotecas e quadras poliesportivas. A iniciativa é parte do Programa Comunidade Escola, inserido no eixo estratégico “Aprender em Curitiba” do Plano de Governo Municipal. “Recebemos a missão de formar uma escola que fosse um centro de referência para a comunidade, em termos de atividades educativas, lazer, informação; tudo isso num espaço de integração”, conta a secretária municipal de Educação e coordenadora do programa, Liliane Sabbag.
Segundo dados levantados pela Secretaria, com a participação dos jovens nas atividades, principalmente nos fins de semana, tem diminuído o índice de violência na cidade. Afinal, é neste período que é registrada a maioria das ocorrências envolvendo menores de 18 anos. O programa teve início em 2005, com 35 escolas municipais, justamente nas regiões em que crianças e jovens estão mais expostos a riscos sociais. O propósito era desenvolver atividades que estimulassem o desenvolvimento educacional e social da população. O programa se expandiu por Curitiba e, de maio de 2005 a abril de 2010, foram contabilizadas mais de 6 milhões de participações em toda capital, sendo 49% de crianças, 34% de jovens, 16% de adultos e 1% de idosos.
“Ter um espaço onde os jovens possam tanto aprender quanto passar o tempo possibilita não só o desenvolvimento das crianças, mas dos próprios pais, que também frequentam as aulas, oficinas e a biblioteca”, comenta Beatriz Vinci Pereira, coordenadora do Programa Comunidade Escola no Centro de Educação Integrado (CEI) Maestro Bento Mossurunga. A entidade está no programa desde sua fase inicial e oferece em sua unidade atividades esportivas e cursos de informática e geração de renda. De acordo com Beatriz, o respeito ao patrimônio também foi um ganho: “Os jovens passam a preservar o espaço onde passam grande parte do tempo: não há depredação das salas e quadras, e os jovens melhoram seu rendimento escolar”.
Em 2010, o Programa Comunidade Escola recebeu a segunda colocação na categoria As Secretarias de Educação na Construção da Educação em Direitos Humanos no Prêmio Nacional de Educação em Direitos Humanos (PNEDH), realizado pela Organização dos Estados Ibero-americandos (OEI), em parceria com a Fundação SM, o Ministério da Educação e a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. “Ele traz para todos os atores sociais envolvidos a confirmação de que estamos no caminho certo; concretiza nosso esforço”, assegura Liliane Sabbag a respeito do prêmio. A relação completa dos ganhadores do PNEDH está disponível em: www.educacaoemdireitoshumanos.com.br.
Fonte: Pluricom Comunicação Integrada